terça-feira, dezembro 19, 2006

à espera do Natal


Foto: www.reuters.com

A poucos dias do Natal, enquanto alguns fiéis rezam, em Belém, na gruta da Igreja da Natividade, o novegrausoeste aproveita para desejar aos internautas os votos de uma feliz quadra natalícia.

terça-feira, novembro 28, 2006

macacada...


Foto: www.reuters.com

O novegrausoeste continua, com todo o orgulho, a apresentar acontecimentos interessantes que se realizam em outras longitudes. Desta vez, a escolha recai sobre o templo de Pra Prang Sam Yot, na região de Lopburi, a cerca de 150km a norte de Banguecoque, onde decorre o tradicional Monkey Buffet Festival.

As regras da festividade são simples: oferecer mais de 2.000kg de fruta, vegetais e... Coca-cola, de forma a agradecer aos simpáticos símios a enorme quantidade de turistas que têm atraído à cidade.

Só Portugal ainda não conseguiu descobrir o que fazer para chamar mais turistas...

É só uma ideia.


Foto: www.thaiphotoblogs.com

quarta-feira, novembro 22, 2006

luzes em Munique


Foto: www.afp.com

Por estes dias, Munique enche-se de orgulho ao receber a obra do escultor norte-americano Dan Flavin. Os trabalhos do artista nascido em 1933, a que o próprio chamou "icons", têm sido considerados por muitos como os melhores contributos para o reconhecimento do minimalismo como movimento artístico, nos anos 60.

Na foto, um visitante observa uma instalação luminosa elaborada por Flavin em 1973 e patente, até 04 de Março 2007, na exposição da Pinakothek der Moderne da capital bávara, sob o nome "Dan Flavin - Uma Retrospectiva".

Quem desejar conhecer a vida e obra completa de Flavin sempre pode visitar o pequeno museu que lhe foi dedicado, em Bridgehampton, Nova Iorque.

segunda-feira, novembro 13, 2006

flores no Vietname


Foto: Said Khan / www.afp.com

O Centro Nacional de Convenções de Hanoi, no Vietname, vai receber no próximo fim-de-semana, com um colorido arco de flores, o vértice dos 21 Estados que integram a Apec (Cooperação Económica da Ásia-Pacífico), que contará com a presença do presidente norte-americano George W. Bush.

Os olhos do mundo estarão, certamente, todos sobre este encontro, num momento em que se discute a transferência do centro da actividade económica mundial, durante séculos sediada na Europa e na East Coast norte-americana, para a chamada região do "Pacific rim".

sexta-feira, novembro 10, 2006

somewhere in Australia


Fonte: www.transworldsurf.com

" Last month senior photographer Tim Jones sent us an e-mail with some jpegs that nearly made us poop our pants. The images were from a session Jones bagged with Aussie groms Paul Morgan and Byron Bartlett getting humongous barrels at what looks like a mix between Teahupo’s and Pipeline. When he told us it was in Australia, we could hardly believe it.

As if the death pits don’t look scary enough, what the photos don’t show is a rocky headland that juts into the ocean right in front of the bowl. So if you don’t make the wave, there’s a good chance you’ll be banged up against the rocks. Morgan and Bartlett towed in (without straps) to a handful of death-defying bombs and, thankfully, made it out unscathed. Maybe it was Jones’ pre-session pep talk: “In the boat, I told them, ‘Okay, there’s no first aid out here. You guys are smart enough to know what waves to go on, but there’s no room for error.’”

The next obvious question is, “Where, exactly, is this beast?” We asked Tim if he was interested in telling us. “Nope, not really,” he says. “This is a wave that’ll never be crowded because it’s nearly impossible to paddle in to it, and it probably only works five or six times a year.” Besides, even if we told you, would you really want to drop in? "

TransWorld SURF, November edition

quarta-feira, novembro 08, 2006

felizardos


Foto: www.reuters.com

No "Wolong Giant Panda Research Center", na China, seis inocentes pandas bebés estendem-se em tapete, sem saber que são uns verdadeiros sortudos de uma espécie em extremo perigo de extinção.

segunda-feira, outubro 30, 2006

o "lulismo" continua


Foto: Ap Photo / Victor R. Caivano

A Lula sucede... Lula. O banho de multidão que recebeu o re-presidente brasileiro (assim diria a Floribella) em São Bernardo do Campo, na segunda volta das Presidenciais em terras de Vera Cruz, esclareceu as poucas dúvidas que poderiam ainda existir quanto à reconfirmação de Luiz Inácio Lula da Silva no cargo que já ocupava.

Apesar de uma campanha recheada de precalços, nem os escândalos que têm vindo a lume desde há um ano mancharam a vitória de ontem do torneiro mecânico mais famoso do mundo, nascido em Caetés, no Estado de Pernambuco.

O "mensalão" e as alegadas tentativas para denegrir a imagem de políticos da oposição foram vistos pelos mais de 120 milhões de votantes como mais um fait divers de um mandato que deixou muitos eleitores de esquerda desiludidos, mas que preferiram a recondução de Lula à estreia de Geraldo Alckmin (candidato do PSDB). O opositor de Lula errou, pois, ao não fazer uma campanha de segunda volta tão agressiva como a da primeira, que incidisse, principalmente, na resolução do desemprego, que é o problema que tem sempre mais preocupado os brasileiros. Do outro lado, o candidato do PT preferiu criticar os governos anteriores de Fernando Henrique Cardoso a realçar o seu próprio trabalho, o que pareceu favorecê-lo, visto Alckmin não ter sabido corresponder à experiência combativa de Lula da Silva.

Transpareceu assim, para a maioria dos brasileiros, a ideia de que o governo de Fernando Henrique Cardoso é que foi péssimo e que o do PT seria o mal menor. Seja isso ou não verdade, até se viu comentadores portugueses, nos meios de comunicação, a defender essa ideia. Como se FHC fosse ainda presidente e estivesse agora para sair do governo... Só que, a provar-se as acusações de corrupção que pairam sobre o PT, resta saber se Lula vai continuar a imputar as culpas à política de Fernando Henrique Cardozo.

No entanto, contra ventos e marés judiciais, com esta reeleição, o so called "lulismo" ganha relevância e começa a ser objecto de análise e discussão entre os interessados pela política. A realidade é que, num país em que é normal eleger presidentes provenientes da classe alta e com cursos superiores, Lula parece emergir, não tanto pelos seus ideais ou pela sua forma de fazer política - pois já demonstrou ser mais moderado do que aparentava ser até há quatro anos atrás -, mas fundamentalmente por ser um homem do povo. Ele é o verdadeiro estereótipo do brasileiro bonacheirão e bem disposto, que anda no meio do povo sem a gravata que, habitualmente, marca a distância entre o presidente e os eleitores.

Esta imagem que Lula não precisou de criar, por já ser uma característica intrínseca, vale-lhe milhões de votos, mesmo que o seu partido não cumpra as promessas eleitorais ou cometa erros graves, como os tão falados casos de corrupção. É que o recém reeleito presidente do Brasil tem algo que Geraldo Alckmin, por mais sério e competente que seja, não consegue ter, que é o carisma de um homem do povo. Não é, aliás, em vão que escolheu como slogan "Lula de novo, com a força do Povo". Nada mais piroso - diria um qualquer publicitário português, por mais experimentado em marketing político. Pois é, mas a verdade é que o piroso, às vezes, ganha eleições.

sexta-feira, outubro 20, 2006

buraco do ozono já é "record"


Foto: www.nasa.gov

O buraco do ozono chegou novamente ao tamanho máximo, no Pólo Sul. Nesta imagem de 24 de Setembro, captada pelo satélite Aura da Nasa, a área da camada empobrecida de ozono na atmosfera (em roxo e azul) atingiu os 27, 45 milhões de quilómetros quadrados, igualando o pouco invejável record de 9 de Setembro de 2000.

porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, outubro 17, 2006

todos à praia


Foto: Mark Baker, www.ap.org

A Bondi Beach (ou "bondai", como pronunciam os locais), em Sydney, no dia de Outubro mais quente de sempre (35 graus). O calor e os fortes ventos propagaram 300 incêndios no sul e no sudeste da Austrália e Tasmânia, onde esta época do ano equivale ao mês de Abril no hemisfério boreal. Águas mil...?

A não perder a revista Blue Travel deste mês, que, em anexo a uma aprofundada reportagem sobre cidade de Sydney, publica imagens muito atractivas da mais famosa praia da Austrália.

o senhor "Leviathan"


Foto: www.agenciafinanceira.iol.pt

O programa da RTP Prós e Contras, de ontem à noite (segunda-feira), foi mais uma lavagem de roupa suja entre o Estado central e as autarquias locais.

Tanto o presidente da ANMP, Fernando Ruas, como o Ministro da Administração Interna, António Costa, começaram bem o debate, apontando os seus pontos de vista e defendendo, respectivamente, o "não" e o "sim" à nova Lei das Finanças Locais.

No entanto, a discussão azedou quando os ânimos se exaltaram e António Costa recordou a famosa frase "corram-nos à pedrada", proferida há uns meses por Fernando Ruas. O "presidente dos autarcas" respondeu com a acusação de que o Governo envia para os jornais notícias já redigidas, para posterior publicação.

Como se viu, o nível foi descendo ao longo do programa, com os habituais comentários sobre a descredibilização dos autarcas e a diferença de legitimidade política entre o governo e o poder local. A presença de Saldanha Sanches mais contribuiu para a "lavagem de roupa suja" entre Estado central e autarquias.

O "senhor Estado", que tem conduzido uma guerra sem tréguas contra tudo o que não é Administração central, insistiu na tese de que os autarcas são corruptos, não cobram impostos e querem viver à custa do Governo, tendo mesmo chegado a admitir que o mal de Portugal, nos últimos 30 anos, foi o poder local.

Muito bem esteve José Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Ílhavo. Sempre cordato e cativante durante todo o programa, demonstrou conhecer bem a matéria e não entrou no capítulo das acusações e do ataque fácil. Rebateu a tese da corrupção autárquica de Saldanha Sanches, clarificando que para o Professor e fiscalista existe uma "Câmara Municipal de Portugal" onde todos são corruptos.

Em rigor, se os únicos incompetentes e corruptos fossem autarcas, Portugal não seria certamente o envergonhado país que consta sempre dos últimos lugares das listas europeias ou da OCDE, nem teria défice. As autarquias locais não são o problema nacional. Aliás, se o governo de Sócrates interioriza a tese de defesa do monstro "Leviathan", como poderá vir, em seguida, propor uma regionalização?

É esta mais uma prova de que, ultimamente, se tem governado ao sabor das notícias dos pasquins, que denunciam uns e outros autarcas, abordando os problemas do país pela rama...

segunda-feira, outubro 16, 2006

a apologia de Sócrates


Foto: www.pmcomm.com

O semanário Sol, de sábado passado, publicou a notícia de que um professor entregou aos seus alunos um discurso do primeiro-ministro José Sócrates, proferido aquando das conferências Novas Fronteiras, para que redigissem um resumo daquele texto.

Contudo, é verdadeiramente curioso que as críticas à atitude deste senhor professor tenham tão somente recaído sobre a questão de consistir num texto longo e complicado, sem que alguém tecesse sequer um comentário sobre o cariz da ideia do docente - fazer os alunos resumir um discurso do Senhor Primeiro-Ministro.

Pouco ou nada se disse acerca do tema do discurso, mas a circunstância reporta-nos claramente aos tempos do Estado Novo, em que se dava aos alunos os discursos do Senhor Presidente do Conselho, além de outros textos que elogiavam a sua obra enquanto goverante.

O mais assustador de tudo isto é que o tema foi relegado para uma página escondida do jornal e mais ninguém falou do assunto.

Nas páginas do Público, elogiou ontem (domingo) António Barreto a inteligência de Sócrates, por não ir ao fundo das questões e se limitar a tocar nos assuntos de forma superficial, para não criar inimigos. No entanto, parece que a própria comunicação social também pouco tem aprofundado os problemas que se passam em Portugal, preferindo dar início aos telejornais com discursos apoteóticos, em fundo rosa.

Disse-se que acabou a crise, comemorou-se quando, num mês, o país subiu um lugar no ranking dos mais competitivos, mas quando no, mês seguinte, desceu três lugares, tentou-se descredibilizar os dados estatísticos...

Ontem, ao referir-se ao tipo de formato que escolheu para o seu novo programa, Herman José chocou (ou talvez não) o país com uma frase que fez capa no Diário de Notícias - "é o que se pode fazer numa semiditadura".

Em 2005 falava-se em censura, mas talvez os reconhecidos analistas de domigo à noite estejam agora mais contentes com o "Estado" das coisas...

Acabou! A III República contorce-se e retorce-se.


Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.

O Fim, Mário de Sá Carneiro

segunda-feira, outubro 09, 2006

histórias de Havana


Foto: www.cinempire.com

No dia em que os cubanos comemoram o 39.º aniversário da morte de Che Guevara, aqui fica a proposta para não perder a última longa-metragem de Andy Garcia - The Lost City (ou Havana - A cidade perdida).

Nascido na cidade Havana em 1956, Andy Garcia estreou um argumento que procura mostrar, sem receios, a verdade dos dois regimes - batistista e fidelista.

O actor, que também realizou o filme, assume o papel de Fico Fellove, dono de um cabaré e filho de um famoso professor universitário, que perde os seus irmãos, de duas maneiras diferentes - um que, ao lutar pela democracia, é executado pelo regime de Fulgencio Batista e outro, comunista, que abandona a mulher, o filho e toda a família pela causa fidelista.

Um interessante retrato da vida cubana em meados do século XX, temperado com um pouco de romance, à boa maneira de Hollywood, e que nos mostra o azar do povo cubano que, ao longo das décadas, tem sofrido com as loucuras dos seus líderes.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Impressão, sol nascente


Claude Monet, 1872
Óleo sobre tela, Musee Marmottan, Paris

segunda-feira, setembro 25, 2006

"diálogo é vital"


Foto: ansa.it

"Asseguro estima e respeito pelo mundo muçulmano. O diálogo islamico-cristão é uma exigência vital." Foram estas as palavras de Bento XVI, proferidas hoje na sua residência de verão, adiantando que "o diálogo é o nosso futuro".

Em Castel Gandolfo, o Papa recebeu os exponentes máximos do Islão em Itália e diplomatas dos países de maioria muçulmana acreditados na Santa Sé, menos o Sudão (que recusou), para "estender a mão" ao mundo islâmico.

No entanto, por mais esforços que o Vaticano faça, será muito difícil demover as minorias fundamentalistas, a quem bastará a mais pequena falha no discurso do Sumo Pontífice para voltar queimar uma igreja ou fazer sofrer mais cristãos.

É importante não esquecer que o necessário é um diálogo de paz e não unicamente um "monólogo", em que só falam os católicos e os muçulmanos que vivem nos países do ocidente, enquanto do outro lado só se ouve vozes de violência.

quarta-feira, setembro 20, 2006

pôr do sol


Foto: AP Photo/ Anupam Nath in uk.news.yahoo.com

Um pescador navega, ao pôr do sol, o tranquilo leito do Brahmaputra, perto de Machghat, na Índia.

Este é um dos maiores rios da Ásia e o seu nome significa, em sânscrito, "filho de Brahma". Navegável em quase toda a sua extensão, desde o Tibete ao Bangladesh, ao atravessar a região de Assam, o Brahmaputra chega a atingir, por diversas vezes, uma largura de 10 quilómetros.

Além de ser já conhecido pelas suas cheias catastróficas, o Brahmaputra é um dos poucos rios do mundo em que é hábito formar-se um fenómeno de alta ondulação, que no Brasil dá pelo nome de pororoca, como tradução do termo inglês tidal bore, e que faz grande sucesso entre os surfistas.

sobre o "green"


Foto: Jeff Haynes / Afp in corriere.it

Uma insólita interrupção da Ryder Cup, no K Club de Co Kildare, na Irlanda: uma lebre irrompeu no green enquanto o norte-americano Phil Mickelson se preparava para defrontar o buraco n.º 6.

"flash Gordon"


Foto: cienciapt.net

Apesar da ansiedade que os telejornais nacionais procuraram causar nos espectadores, na noite de ontem, o furacão Gordon passou tão depressa que quase não deu para notar o seu vôo sobre os Açores.

Não houve danos de monta e somente se registou o derrube de algumas árvores e a queda de um andaime na ilha de Santa Maria. Sabe-se que a depressão extra-tropical está prestes a deixar o arquipélago dos Açores, que já na tarde de hoje assistirá a uma melhoria das condições meteorológicas.

Mais uma vez, ficou provado que quando estamos preparados para alguma ameaça, é difícil sermos surpreendidos. Melhor assim.

a taxa (des)moderadora


Foto: sic.sapo.pt

Há um ano e meio, Pedro Santana Lopes lançava a proposta da criação de taxas moderadoras para determinados serviços de saúde, que atingiriam quem auferisse um rendimento acima de uma certa fasquia. Foi uma ideia criticada por toda a oposição, mas principalmente pelo líder Partido Socialista, que, na altura, salientou ser o serviço nacional de saúde universal e gratuito. Torná-lo pago seria incorrer numa inconstitucionalidade.

Chamaram-lhe mais uma "trapalhada" do governo Santana...

Quem diria que seria um Ministro da Saúde de um governo socialista, isto é Correia de Campos, a impor agora taxas moderadoras para serviços que são gratuitos, de que é exemplo um internamento.

Desta vez, Zita Seabra chama-lhe um "novo imposto" e adianta que um internamento ou uma operação cirúrgica são determinados pelo médico, não tendo os utentes margem de opção. Ou pagam... ou pagam.

Resta-nos saber por que razão, para o PS de 2004, eram as taxas moderadoras da saúde uma trapalhada e hoje são uma decisão acertada...

segunda-feira, setembro 18, 2006

mais perto do mar

Lisboa recebeu, na passada quinta-feira, a sede provisória da Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA), com a presença do Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

As garantias de que o governo português "tudo fará para estar à altura da responsabilidade" de sedear a EMSA vieram do próprio primeiro-ministro José Sócrates que, apesar de chegar atrasado, ainda teve tempo de elogiar os seus dois antecessores que têm agora uma carreira internacional, sem mencionar Pedro Santana Lopes, que também participou no processo da candidatura, como presidente da Câmara de Lisboa e como primeiro-ministro.

Com um orçamento de 44,6 milhões de euros para este ano, o objectivo da EMSA é vir a coordenar uma futura guarda costeira europeia. Passa, por isso, a ser ainda mais relevante o papel de Lisboa e de Portugal na política marítima europeia.